terça-feira, 26 de abril de 2016

Sementeira de Sala

«- Professora, as plantas nascem todas iguais?» - perguntaram os meninos no ano passado.

Vi aí a oportunidade de criar uma sementeira de sala. Sendo esta uma geração que poucas vezes contacta com a terra, a primeira sessão foi simples: abrir um saco de terra, por em cima da mesa e pedir às crianças que mexessem na terra o tempo que quisessem e como quisessem.

«- Ai, professora, isto é nojento…» A falta de hábito em manipular terra ou ver sementes tornou-se clara.


«- Meninos, mexer na terra faz parte da jardinagem! Que dizem de criarmos um Clube da Jardinagem e experimentarmos semear o que quiserem?». A resposta não podia ter sido mais entusiasmante! De imediato fomos ao nosso jardim ver as diferentes espécies que tínhamos.

Seguiu-se uma recolha de diferentes sementes e a colocação das mesmas em vasos. Além disso, fizemos a tradicional germinação do feijão. Regamos e cuidamos muito bem das plantas. Meses mais tarde tínhamos 15 pés de tangerineira, 3 pés de damasco, 4 pézinhos de uva, 3 pés de feijão cada dia maiores, mas a maçã não chegou a crescer.

Com a chegada das férias de verão, algumas das plantas não resistiram ao calor intenso e acabaram por morrer.

Agora já no 2.º ano, quisemos manter as plantas que tinham sobrevivido e aumentamos ainda mais a sementeira. Neste momento temos os 3 pés de damasco e 4 pés de tangerina com um ano de crescimento. Durante o mês de março semeamos e germinaram girassóis, margaridas e tomate-cherrie. Voltamos a experimentar semear maçã, mas achamos que não vai dar…


Será que a maçã não se reproduz por semente? Estejam atentos, porque vamos experimentar outras formas e depois apresentamos as nossas conclusões! 

Prof.ª Maria Inês Porto, Sala Sérgio Niza

English on Thursdays

On Thursdays it's English day.

The class starts with a song to say hello and to express how one feels.

Sometimes someone feels sad or not so good, but most of the times almost everyone is happy or wonderful.

We then start working on the course book and for reinforcement of new vocabulary there are games to play or songs to sing and dance.

All the classes are aimed to develop children's communicative skills focusing on what they are learning in the other subjects of the curriculum or on what their interests are.

It is an intercultural approach where the children compare their culture (s) with others, specially those that speak English.

Besides being dynamic and fun, the classes are also very demanding, according to the children's age and development.

It is also taken into consideration the children's previous and the forthcoming experiences in English language.


Teacher Samanta Botelho Paralta

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Concurso de Escrita Criativa 2016 - Divulgação

No mês em que se assinala o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, o Conselho de Docentes do 1.º CEB, através do Clube do Livro, promove um Concurso de Escrita Criativa subordinado ao tema “Histórias Tradicionais Infantis Contadas de Novo”. Pretende-se com esta iniciativa incentivar a criatividade literária e artística, valorizando competências e saberes nas áreas da língua portuguesa e da ilustração. Podem participar no concurso todos os alunos matriculados na valência, no corrente ano letivo. Findo o prazo de candidatura, 29 de abril, o júri selecionará os textos mais originais de cada categoria. Para mais informações, consulte o regulamento na área reservada.


Prof. José Augusto Castro

terça-feira, 15 de março de 2016

Uma nova etapa, um novo método

O 1.º Ciclo do Ensino Básico representa uma etapa fundamental do percurso escolar de qualquer pessoa. A entrada de uma criança no 1.º ano do 1.º ciclo é um momento muito especial na sua vida enquanto indivíduo em crescimento e, simultaneamente, na vida dos pais. A escola deve receber os alunos no 1.º ciclo de forma a respeitar as suas necessidades e dificuldades, sendo esta a base de toda a organização pedagógica. 

O MÉTODO DAS 28 PALAVRAS é utilizado pelo Colégio Espinheira Rio para o ensino da leitura e escrita, numa perspetiva de potenciar aprendizagens significativas. Este método contextualiza, progressivamente 28 palavras-chave de forma globalizada, que são "desmontadas" em sílabas. Com elas, os alunos constroem novas palavras, colecionando-as e, cada vez mais, aumentam o seu leque de vocabulário.


Não é propriamente um método silábico, nem analítico-sintético, é misto, pois ambos se complementam. O essencial é que a criança construa aprendizagens com sentido, tendo todas as palavras significado para ela. As imagens proporcionam-lhe uma primeira leitura global, sempre associada a uma palavra escrita (impressa e manuscrita). Neste sentido, visualiza o objeto nas suas três formas de representação. A visualização destas é um fator realmente importante, pelo facto de a criança interpretar a mensagem contida nas diferentes formas. A isto designamos também leitura. Ou seja, a criança compreende a relação e associação entre a imagem, a palavra escrita e o seu significado.   Não esqueçamos que o código escrito faz a partir da oralidade e de todos os inputs visuais que a criança adquiriu naturalmente, nas suas vivências diárias.


As estratégias que utilizamos neste método são variadas, passando pela realização jogos de associação, de discriminação (circundar, pintar, sublinhar…), recortar imagens, desenhar, escrever o nome no caderno, composição de palavras, divisão das palavras em sílabas, descoberta de novas palavras (…), sempre numa perspetiva dinâmica de aprendizagem, em que a criança tem um papel ativo. Ela tem contacto diário com as palavras aprendidas e respetivos cartazes de imagens e com o quadro silábico, que o vai preenchendo à medida que aprende as palavras. Esta disponibilidade na sala de aula é importante, pois a organização da informação e do material que a criança necessita é o suporte para criar as suas próprias bases de consulta. 


O dia-a-dia de sala de aula é baseado em estruturas de cooperação educativa, trabalhando os alunos “juntos”, pois em contacto com o grupo ou com os pares, o conhecimento faz-se com mais significado. Trabalhar para atingir um objetivo ou descobrir palavras, construir frases/textos, com os grupos de pares é mais motivador para a criança. Por outro lado, é dado o espaço de construção individual e de autonomia à mesma. Tendo como base os moldes da Escola Moderna, a dinâmica escolar que desenvolvemos tem a criança como centro de todo o processo, sendo ela construtora ativa da sua própria aprendizagem.


Prof.ª Leonor Moura Lopes, Sala Célestin Freinet

Afinal, o que se faz na sala?

«- Bom dia!» 

Esta é a primeira frase do dia. Cumprimentar é um hábito para a vida.

À chegada preenchemos o Mapa de Presenças que está junto à porta. O responsável da semana preenche o Mapa do Estado do Tempo e no calendário vemos se há eventos nesse dia, ou se estão para breve: avaliações, visitas ou passeios, aniversários e, claro está, as férias!


Conversamos um bocadinho e se há um acontecimento que tenha sido caricato ou muito importante para nós, escrevemos sobre isso e colocamos no Jornal de Parede. Depois de organizar os materiais na mesa, damos início ao Plano Diário.


«- Por qual área começamos?»

A Agenda Semanal serve para sabermos em que dias e por quanto tempo devemos trabalhar uma área disciplinar. A sequência das aulas é decidida a cada dia, de acordo com as votações: a área mais votada é aquela pela qual iniciamos o trabalho.

A hora do lanche chega e, com ela, a Lancheira Saudável. Os alunos preenchem uma tabela de acordo com o tipo de lanche. Se for muito saudável é uma pinta verde, se for mais ou menos saudável é uma pinta amarela e caso não seja saudável é uma pinta vermelha. No final da semana, quem tiver mais verdes leva consigo um dos nossos amigos: Camilo, o Mirtilo ou Bento, o Pimento.

Durante o dia vamos consultando o Mapa de Tarefas, pois somos responsáveis por diversas coisas: arrumar brinquedos, organizar as caixas dos materiais, regar as plantas, entre outras.


Ao fim da tarde, refletimos sobre o dia. Registamos as ocorrências (positivas e negativas), o que fizemos (realizações) e apresentamos sugestões para as aulas do dia seguinte. Registamos no painel do Conselho de Cooperação e à sexta-feira verificamos todos os acontecimentos da semana, refletimos sobre eles e fazemos os registos no Diário de Grupo.

O dia não termina sem dizemos:

 «- Até amanhã!»


Prof.ª Maria Inês Porto, Sala Sérgio Niza