sexta-feira, 11 de maio de 2018

A Participação da Família nos Projetos de Sala

A Turma Sérgio Niza é bastante curiosa e empenhada nos trabalhos de pesquisa. Em vários momentos, contamos com a participação das famílias e outros agentes educativos na dinâmica de Projetos, muito trabalhada no MEM (Movimento da Escola Moderna).

Foi com enorme alegria que recebemos, no passado mês de abril, uma Encarregada de Educação que, curiosamente, não é de alunos desta turma, mas das turmas vizinhas. Aproveito o momento para agradecer, mais uma vez, à Mamã Isilda Cruz, pela disponibilidade e simpatia com que recebeu o nosso pedido, para dar a conhecer mais acerca da temática dos solos, rochas e minerais. 

A Mamã preparou um momento empírico para abordar este tema. Desde a visualização e explicação através de uma apresentação digital, ao contacto com solos e manipulação de diversas rochas e minerais, saliente-se que foi uma situação de grande dinâmica para os alunos da Turma e para mim, enquanto Docente.  





Relativamente aos Encarregados de Educação da minha Turma, não posso deixar de frisar que tenho a “felicidade” de ter Pais participativos e envolvidos na dinâmica escolar. Prova disso, é a forma como vivem o processo educativo e evolução dos seus Educandos. Entre muitos exemplos, reporto o mais recente, no âmbito do tema “Religião em Angola”: a visita de um Sacerdote que viveu no país, o Senhor Padre César. Este tema é integrado no de Projeto de Turma “Diversidade Cultural”, que temos vindo a trabalhar desde o início do ano. A comunicação foi realizada pela aluna Luísa Cancela, que partilhou informação muito útil para a compreensão da temática e, complementada com a partilha das experiências do Senhor Padre. Foi um momento em que os alunos manifestaram muito entusiasmo, colocando questões, trocando ideias e transmitindo pensamentos. Considero de grande valor este “bocadinho” de partilha. Agradeço aos Papás da aluna pelo interesse e participação, para que o trabalho da Luísa se proporcionasse desta forma.


Por fim, mas não menos importante, quero parabenizar os alunos Afonso Bento, João Ruivo, Leonor Cunha, Miguel Xará e Tomás Idreira e respetivos Papás, pelas pesquisas apresentadas, reveladoras do trabalho e da dedicação investidos.



Um grande sorriso para todos vós!

Prof.ª Leonor Moura Lopes, Sala Sérgio Niza

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Já se sente a primavera!

Já se sente finalmente a primavera! A luz, a cor e o chilrear voltaram ao nosso jardim e brotou em nós uma vontade em abandonar os espaços fechados permanecendo durante mais tempo ao ar livre. O bom tempo também se instalou, sente-se já o pulsar da temperatura em todos os ambientes do colégio e por onde diariamente circulamos… Por essa razão, mas sobretudo porque procuramos diversificar as nossas rotinas, no passado dia 3 deste mês de maio, iniciamos as tarefas fora do nosso lugar habitual e o recreio passou a ser a nossa sala de aula! Dessa forma, as secretárias e as cadeiras deram lugar aos canteiros, relvado e campo de futebol e “os seres vivos” foram a base da nossa aula.


Observando ao nosso redor, fomos distinguindo seres vivos e seres não vivos e o que mais nos cercavam eram plantas. Por isso, e uma vez que já tínhamos trabalhado as partes constituintes das mesmas, quisemos executar um trabalho de campo. Dividida em 5 grupos, a turma distribuiu-se pelo espaço do recreio para recolher raízes, caules, folhas, folhas e frutos (não conseguimos encontrar à vista nenhuma semente). De seguida e já voltados para o centro, cada grupo apresentou a sua recolha relembrando a todos as características e funções de cada constituinte. No final da atividade, voltamos finalmente ao nosso local, a sala de aula, para iniciarmos o nosso herbário, como mostram as imagens.




Repetir a ideia é o que pretendemos novamente … As aulas ao ar livre são propícias a muito crescimento e… quando assim é, mais significativa se torna a nossa aprendizagem!

Prof.ª Marina Carvalho, Sala Paulo Freire

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Concurso de Escrita Criativa 2018 - Divulgação

Com o objetivo de incentivar a criatividade literária e artística, valorizando competências e saberes nas áreas da língua portuguesa e da ilustração, encontra-se a decorrer, a partir de hoje e até 31 de maio, a 3.ª edição do Concurso de Escrita Criativa do Clube do Livro do CER, uma iniciativa do Conselho de Docentes do 1.º CEB.

O concurso que, este ano, tem como tema “Celebra a Diversidade” está dividido em três categorias, correspondentes ao ano de escolaridade dos concorrentes, a saber: categoria A (1.º ano), categoria B (3.º ano) e categoria C (4.º ano).

Após a receção dos trabalhos, o júri, composto pelas professoras titulares de turma, o Diretor Pedagógico da valência e a Diretora da Instituição, na qualidade de presidente, terá uma semana para deliberar, de acordo com os critérios de apreciação previstos no regulamento disponibilizado na área reservada do site.


Prof. José Augusto Castro

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Aprender a Brincar

Na manhã do dia 5 de fevereiro, e tal como já tem vindo a ser habitual na nossa sala, recebemos mais um pai, o Sr. Pedro Teixeira, Engenheiro Informático, que nos presenteou com uma aula extraordinária sobre o uso da de uma das ferramentas do Microsoft Office, imprescindível a qualquer estudante, o PowerPoint.

Após um primeiro momento de exposição sobre o manuseamento desta ferramenta de trabalho, percebemos que se trata de um software que permite realizar apresentações através de diapositivos. Este programa contempla a possibilidade de utilizar texto, imagens, música e animações. Deste modo, a criatividade do utilizador é decisiva para que as apresentações sejam atrativas e consigam manter a atenção do ouvinte.


Seguidamente, pusemos em prática o conhecimento adquirido e concebemos, a pares, um PowerPoint, subordinado ao tema “ O Sistema Solar e os Planetas”. Selecionámos textos, pesquisámos imagens e vídeos e colocámos efeitos nos diapositivos e… voilá. 



O produto final do nosso trabalho de pesquisa ficou soberbo, por isso, pudemos apresentá-lo aos nossos colegas, uma vez que estávamos a abordar este conteúdo, em sala de aula.

E não ficamos por aqui… Umas semanas depois pudemos voltar a usar toda a nossa sabedoria aplicando-a num trabalho de projeto sobre os Reis de Portugal. Foi muito agradável ver os magníficos trabalhos realizados por todos. Cada um mais original que o outro.

Agradecemos ao pai do Tomás Teixeira, por esta iniciativa tão enriquecedora e empreendedora. Desta forma, o 4.º Ano sente-se preparado para apresentar novos trabalhos, nas mais diversas áreas do conhecimento e quem sabe se no futuro não teremos uns excelentes oradores ou até engenheiros informáticos?

A verdade é que as nossas crianças dominam o computador a brincar.

Prof.ª Lara Raquel Beirão, Sala Célestin Freinet

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Pelo Mundo das Palavras

O mês de janeiro, como seria de esperar, trouxe-nos muitas novidades! A data foi logo o que nós começamos por mudar – o “7” passou a “8”, tal como aprendemos: ano novo, data nova: 2017 já lá vai e para o seu lugar veio o 2018.

Além disso, a nossa aprendizagem tem crescido a “olhos vistos”. De “leque” na mão, viajamos na companhia das palavras com “l” e com “que/qui”. Com “o queque da avó” e ao som do poema “Que lua tão bela” caminhamos cheios de vigor e entusiasmo até a uma bela “casa”. Aí dobramos, desenhamos, pintamos ao longo de dias e até semanas… Pelos trilhos, passamos pelo “cão Tico” que, muito catita, nos ajudou a perceber que o “s” tem som “z” quando se encontra entre vogais!

A certa altura, pareceu-nos que a professora se tinha esquecido das nossas casas… não! Ela quis que a deixássemos guardadinhas por alguns dias e sabem para quê?... para lhes colocar uma “janela” em cada telhado! Assim, quando ela percebeu que já nos encontrávamos preparados para continuarmos viagem, pusemos “mãos e obra” e lá voltamos à nossa construção mas, no meio disto tudo, também houve muita música: “Menina estás à janela” acompanhou-nos por algum tempo, gostamos tanto que volta e meia ainda a cantarolamos!

Bem, a nossa casa estava quase pronta… mas a protegê-la havia um “telhado” cinzento e sem graça. Por isso, de telha em telha, lá o fomos formatando, colorindo-o e dando o nosso melhor! Bem, ao olhar para as nossas casas já só faltava pintar o quarto, caprichar a sala e dar os últimos retoques! Contudo, ainda não está “pronta a habitar”, falta-lhe a casa de banho e a garagem para guardar o carro e a bicicletas da família… em breve, lá chegaremos!



A nossa jornada continuará com muita exploração. Por enquanto, o “15 já cá canta” e depressa chegaremos ao “20” na companhia das nossas barras e cubinhos e das molduras do 10… esperem pelas novidades dos nossos próximos destinos!


Prof.ª Marina Carvalho, Sala Paulo Freire

Trabalho em Projetos

A turma Sérgio Niza tem partilhado ensejos muito enriquecedores neste ano letivo. Depois de momentos de reflexão e de Conselhos (integrada na nossa dinâmica MEM), os alunos decidiram que o tema principal do projeto de sala seria “A Diversidade Cultural”.

Alunos perspicazes, curiosos e com sede de partilhar e de viver o conhecimento caracterizam esta turma, fazendo todo o sentido o tema escolhido.

Até ao momento, deparo-me com uma superação de expectativas destas “crianças” tão pequenas. Digamos que abordar a multiculturalidade não é fácil e era esperado uma abordagem mais básica e generalista acerca dos temas escolhidos. Estes abarcam a gastronomia, o vestuário, a educação, a religião e usos e costumes de países de todos os continentes. Temas garridos de complexidade representam um desafio interessante de explanar.

Um aspeto que não posso deixar de salientar é o facto de os alunos terem solicitado uma hora completa do horário de Projetos (integrada na dinâmica MEM) para as suas comunicações individuais. Não entendamos isto como uma atitude egoísta ou egocêntrica, mas como uma forma de aproveitar o momento para explorar um tema específico com os colegas. Mostrar um pouco do que aprenderam na pesquisa, tolhidos da ideia de “despachar”, eles fazem apresentações sem despreocupações e de uma forma bastante interativa, havendo lugar para todos participarem. Todos nós nos “esquecemos” do tempo, pois, há sempre tanto para falar…

Os pormenores da preparação com os pais são visíveis nas comunicações e, aproveito este momento de partilha, para parabenizar os filhos e os papás. Trabalhos magníficos, com cheiro a empenho, dedicação e brio é o que temos observado. Desde vestir toda uma indumentária do país, trabalhar com programas informáticos com níveis de complexidade superiores à sua faixa etária, trazer objetos da gastronomia e explicar a técnica de comer e outras minucias interessantes para explanar o tema representam pormenores que fazem diferença.

No período passado centramo-nos no continente asiático, este será dedicado à Europa e o último a África. A diversidade e respeito cultural é assumidamente um tema atual e quiçá a turma decida abraçar este tema até ao final do primeiro ciclo. Com inesgotáveis formas de tratar, é um desafio interessante que fica no ar. As crianças estão sempre a surpreender-me. São seres muito especiais e por esta ou aquela especificidade fazem deste momento individual um momento tão coletivo e especial e enriquecedor para todos nós.

Partilho pequenos “flashes” das Comunicações dos nossos educandos.


 

 

 

 

Um bem haja aos alunos e papás! Em parceria, todos fazemos acontecer e crescer!

Prof.ª Leonor Moura Lopes, Sala Sérgio Niza

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Expressões Artísticas

“A música é considerada um fator importante na formação da personalidade humana, não apenas porque cria um clima particularmente favorável ao despertar das faculdades criadoras, mas ainda porque pode vivificar a maioria das faculdades humanas e favorecer o seu desenvolvimento” (Willems, 1970:8).

Dando vida a este mote, nas aulas de Expressões Artísticas, tenho desafiado a minha turma a pegar nas flautas de bisel e encantar todos os que no CER nos queiram ouvir. Têm sido aulas muito barulhentas, mas muito produtivas. Nota após nota, temos dado alma à pauta musical, fazendo ecoar melodias da mais alta qualidade instrumental.

Em apenas quatros meses, já trauteamos melodias como “ Brilha, Brilha lá no céu” ou “ Uma Casa muito estranha”, deixando antever que talvez num futuro próximo possamos mostrar as nossas capacidades artísticas, quem sabe, dando um concerto para os papás e para a restante comunidade educativa.

Em plena harmonia, tal como numa orquestra, os nossos finalistas aguardam fervorosamente pela próxima aula, onde daremos continuidade a este projeto que tem mostrado que tal como diz o ditado popular, “tem pernas para andar”, ou melhor dizendo, “ tem notas para tocar”.

Três...; dois..., um..., que comece a Música.



Temos músicos!

Prof.ª Lara Beirão, Sala Célestin Freinet